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Page history last edited by Marcia Fajardo 11 years, 3 months ago

 

 

 

 

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINACENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE LETRAS ESTRANGEIRAS MODERNAS

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO - SEED 

 

 

 

 

                 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Márcia Cristina de Souza Fajardo

 

 

 

 

 

UMA PROPOSTA DE LEITURA E ESCRITA COM O HIPERTEXTO PARA ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

 

 

 

 

 

 

Plano de Trabalho apresentado ao Programa de Desenvolvimento Educacional  - PDE  -

   Secretaria de Estado da Educação e à Universidade Estadual de Londrina -

                                         Centro de Ciências Humanas.

 

 

 

  Orientadora: Profª Elaine F. Mateus

 

 

 

LONDRINA

 2007

 

 

 

PLANO DE TRABALHO

 

 

 

 

1. IDENTIFICAÇÃO: 

1.1. ÁREA: LÍNGUA INGLESA

1.2 PROFESSOR PDE: MÁRCIA  CRISTINA DE  SOUZA FAJARDO

1.3.PROFESSOR ORIENTADOR IES: Prof.ª  Dr.ª ELAINE FERNANDES MATEUS

2. TEMA DE ESTUDO DA INTERVENÇÃO: LETRAMENTO DIGITAL COMO INCLUSÃO  SOCIAL

3. TÍTULO:  UMA PROPOSTA DE LEITURA E ESCRITA COM O HIPERTEXTO PARA ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

 

 

 

4. PROBLEMATIZAÇÃO  DO TEMA

 

                  Nos últimos anos,  devido à realidade da globalização, conhecimento para o trabalho, o aceleramento da mudança social e os avanços tecnológicos têm nos convidado a repensar o papel  do ensino da  Língua Inglesa numa sociedade em que o fluxo de informações é dinâmico e intenso.  Isto ficou ainda mais claro com as alterações do currículo OCEM que fala da inclusão da Língua Estrangeira aliado as novas tecnologias(letramento ,multiletramentos, multimodalidade, hipertexto pg 105vol. 1)

                   O conhecimento hoje está também no ciberespaço, ou em qualquer outro lugar que seja virtual. Oralidade, escrita e informática co-existem, bem ou mal. Lévy  (2000) destaca que o “ciberespaço é, hoje, o sistema que expressa o maior desenvolvimento de toda história das técnicas de comunicação e deve ser no século XXI o centro de gravidade da nova ecologia das comunicações.” Com as tecnologias de comunicação e informação os professores e alunos ficam induzidos a utilizar o potencial hipertextual do meio. Caso contrário, porque usá-lo? Como utilizar a Internet na educação sem exercitar a não linearidade, a interatividade, a simulação e o tempo real? Neste contexto, como nós professores de Inglês, poderemos avaliar as mudanças sociais, culturais  e  lingüísticas que a nova sociedade digital nos impõe  e trazer  esta rede de informações para dentro da sala de aula de uma forma crítica  para nossos alunos?

                     A questão do letramento digital  como prática social tem um papel muito importante na vida escolar,  do professor e do aluno no mundo contemporâneo, especialmente  o do professor, pois é de supor-se da sua participação na promoção do letramento digital, como forma  de inserção dos excluídos  das sociedades locais e  das próprias sociedades no contexto global. Podemos perceber que nossos alunos já estão  inseridos na cibercultura  e já incorporaram isso na sua prática social de uma maneira muita mais rápida  O exemplo mais claro para isso são os celulares, que eles já fazem uso não só como uma ferramenta  de comunicação, mas como uma forma    de integração  na sua prática  social.

Essa situação força que escolas, professores e alunos comecem a pensar em como tirar proveito dessa nova conformação socio-técnica. Assim, com olhar crítico e atencioso, o ciberespaço deve ser utilizado, por seu potencial virtualizante, no processo educacional. Devemos implantar ferramentas virtualizantes em espaços de virtualização, como são as escolas. A escola precisa  incorporar essa prática também com a  inclusão  digital, de uma forma natural e tentar seguir o compasso  dos novos tempos.

 Por outro lado, ainda  vemos  um certo receio dos professores de utilizarem o texto virtual (hipertexto) para otimizar   a leitura e escrita dos alunos de  Língua Inglesa,sendo que o desenvolvimento de capacidades de leitura para o hipertexto é indispensável para a formação do leitor moderno. O uso do hipertexto como mecanismo de potencialização do saber, adquire extraordinária importância principalmente quando levada para a sala de aula, permitindo a  alunos e professores aumentarem suas experiências e conhecimentos em pesquisas de diversas áreas.

O raciocínio pode ser ampliado de uma nova maneira com a soma da tecnologia e a educação. O computador pode ser visto como uma ferramenta pedagógica dinamizadora de trabalhos e pesquisas, dirigido à leitura e à construção de novos textos.

As tecnologias, hoje em dia, são indispensáveis para o desenvolvimento da leitura e da escrita o que podemos considerar que a competência na leitura e escrita também é por quem sabe fazer uso delas. Não é a questão de  desconsiderar  outras ferramentas e outras formas que dispomos para trabalhar no nosso cotidiano, e trocar tudo isso pelo uso do computador, trata-se do direito que nós cidadãos temos de  apropriar-nos  de  uma infinita quantidade de informações, sem as quais fica difícil formar o cidadão. Isto implica numa reflexão a respeito do que é interessante ou não para nós como usuários desta imensa rede de informações e tentar filtrar  de uma forma crítica o que  poderia favorecer o nosso trabalho para formar um leitor e escritor também crítico.

Hoje o papel da escola  e dos profissionais  é de tornar  nosso aluno um letrado  não só em códigos de leitura e escrita, mas propiciar um letramento crítico, ou seja, que faça o aluno perceber  o porquê  da importância  e necessidade de se aprender  algo. Dessa forma é  por meio do letramento que o aluno se envolve  de forma pratica e objetiva com seu contexto social, não só  de maneira funcional, mas de uma forma transformacional.

  Acredito que as novas formas de leitura e escrita e suas possibilidades e implicações, precisam ser conhecidas, estudadas e compreendidas por aqueles que trabalham com a educação.

  Essa mudança se faz necessária com a inclusão do letramento digital no  conteúdo da Língua Inglesa,como apropriação de  expressões que fazem parte deste mundo, para  que o atual  ensino de Inglês como Língua  Estrangeira do Ensino Médio na escola Pública, seja visto com sua real importância na construção do conhecimento,  na visão de mundo globalizado e como  um instrumento de inclusão social. Essa mudança deverá  ser  consistente e dinâmica, aproveitando os recursos tecnológicos como ferramenta não só de apoio pedagógico, mas como ferramenta de conexão   na sociedade globalizada.

 

 

 

 

5. DEFINIÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO:

 

 

O meu objeto de estudo está no aprofundamento teórico-metodológico sobre a importância do Letramento  Digital como Inclusão Social no  currículo do Ensino Médio.

           Assim, este trabalho irá explorar o hipertexto unido a atividade webquest como ferramentas  de informação  e integração  das tecnologias  no currículo para   tornar  a aprendizagem da Língua Inglesa mais significativa e levar o educando à construção do conhecimento .

 

 

 

 

 6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:

 

 “Our children…are the latest model of human being.Looking at the world of children is not looking backward at our own past—     it’s looking ahead. They are our evolutionary future”

 

                                                                          Douglas Rushkoff- Playing the Future(1999)[1]

 

 

 

6.1 Era do Letramento Digital-

 

Como a sociedade muda, as práticas  necessitam também negociar as complexidades da vida que também mudam. Nos meados de 1900, uma pessoa que tivesse adquirido simples habilidades de leitura, escrita e cálculo era considerada letrada. Somente em anos mais recentes é que o sistema público de educação estimou que todos os estudantes utilizassem naquelas habilidades básicas uma maior variedade de letramentos  (International ICT Literacy Panel, 2002).  

Para se  obter sucesso no século 21, alunos  também precisam  ter  proficiência na ciência, tecnologia, e cultura, assim como adquirir uma maior  compreensão de informação  de todas as suas formas.A Era do Letramento Digital inclui o seguinte:

                          Letramento Básico: Proficiência em Linguagem (em inglês) e numeração   nos padrões básicos para desempenho no trabalho e sociedade para alcançar os seus objetivos e desenvolver o seu conhecimento e potencial nesta Era Digital.

 Letramento Cientifico: Conhecimento e compreensão dos conceitos científicos e processos  requeridos  para se fazer uma decisão pessoal, participação em relações cívicas e culturais, e produtividade econômica.

• Letramento Econômico: A habilidade de identificar problemas econômicos, alternativas, custos, e benefícios: analisar os incentivos no trabalho em situações econômicas; examinar as conseqüências  de  mudanças em  condições econômicas;  políticas públicas, coletar e organizar evidências econômicas, pesar  os custos e benefícios.

• Letramento Tecnológico: Conhecimento sobre como é a tecnologia, como funciona, a que propósito serve, e como ela pode ser usada efetivamente para alcançar com sucesso objetivos específicos.

• Letramento Visual: A habilidade de interpretar, usar, apreciar, e criar imagens e vídeo usando formas  de mídia convencionais e do século 21 que acelerem o pensamento, o poder de decisão, comunicação, e aprendizado. 

• Letramento de Informação: A habilidade para avaliar  informação  por meio de uma série de mídias; reconhecer quando a informação é necessária; localizar, sintetizar, e usar informação eficazmente e  realizar estas funções usando tecnologia, redes de comunicação, e recursos eletrônicos.

• Letramento Multicultural: A habilidade para compreender e apreciar as similaridades e diferenças nos costumes, valores, e crenças de sua própria cultura e de outros.

• Consciência Global: O reconhecimento e compreensão de inter-relacionamentos entre organizações internacionais, estados-nação, entidades privadas e públicas, grupos  sócio-culturais e os indivíduos no mundo todo.

 

 

 

 
6.2. Letramento Digital Linguagem e o Hipertexto
 

 Com a finalidade de desenvolvermos nosso estudo  das “vozes” do ensino de linguagem, letramento e hipertexto da Língua Inglesa, utilizaremos  como fundamento teórico, as noções bakhtinianas de língua, enunciado, vozes, dialogismo e polifonia. No que se refere às considerações acerca da construção do conhecimento e da interação em sala de aula,  recorreremos  às contribuições de Vygotsky.

 

O  Letramento Digital  pode ser um ponto de partida interessante sobre o ponto de vista da  teoria enunciativa de Bakhtin. Para o autor, a linguagem é um fenômeno  social, que se processa na e pela interação entre dois ou mais interlocutores. O sujeito é visto  por  Bakhtin como um ser permeado  e constituído em seu meio social, pelos discursos que o cercam.

Compreender o pensamento de Bakhtin requer que entremos em um mundo permeado  por relações dialógicas, no qual o sujeito se constitui a medida que vai ao encontro do outro. Conforme bem observaram Faraco et alii (1996:10), “Bakhtin tinha uma relação amorosa com a palavra do outro”.

 

O pensador russo assim se posicionava: “De minha parte, em todas as coisas, ouço as vozes e sua relação dialógica” (Bakhtin, 2000:413). Segundo a concepção  bakhtiana, pela qual o outro é imprescindível na construção do nosso ‘eu’, a linguagem é percebida a partir de uma concepção dialógica:

 

 

Na realidade, toda palavra comporta duas faces. Ela é determinada tanto pelo fato de que procede de alguém, como pelo fato de que se dirige para alguém. Ela constitui justamente o produto da interação do locutor e do ouvinte. Toda palavra serve de expressão de um em relação ao outro. Através da palavra, defino-me em relação ao outro, isto é, em última análise, em relação à coletividade. /.../ A palavra é o território comum do locutor e do interlocutor (Bakhtin, 1981:113). [2]

 

 

 Na internet há diferentes formas de interação com um outro, certamente num outro nível de corporeidade, mas, via linguagem. Assim, relendo alguns de seus conceitos como: interação verbal, dialogismo, interdiscursividade, polifonia, alteridade, exotopia, compreensão ativa, tempo histórico/espaço histórico, lugar social do interlocutor, entoação/apreciação valorativa, autoria, textualidade, gêneros discursivos e apropriando-nos deles podemos partir para a compreensão responsiva dessa nova realidade:  chegamos ao letramento digital. Assim, entende-se que na web, escreve-se para um “outro” real, que dialoga verdadeiramente com seu interlocutor e gerando interações verbais e escritas com significado. O letramento digital  envolve a capacidade para construir sentidos, através da apropriação das tecnologias de produção de texto, imagens, sons, aliada à competência de se comunicar através da Internet.

O que não podemos esquecer é que letramento é uma prática social e não aprendizagem de um código. Temos que promover o letramento digital até nos tornarmos competentes nisso e podermos dialogar com o mundo de igual para igual. Para isso é preciso criar uma "comunidade de prática" para que as pessoas possam ir se interagindo nos usos das novas tecnologias.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

A proposta  do letramento digital é formar cidadãos ativos em redes de intercâmbio e comunicação, e que tais redes sejam capazes de fazer com que as comunidades se organizem e conquistem espaço de participação na esfera pública.

Para Vigotsky (1993), a linguagem é o sistema simbólico básico de todos os grupos humanos, sendo a principal mediadora entre o sujeito e o objeto do conhecimento. [3] Em cada situação de interação, o sujeito está em um momento de sua trajetória particular, trazendo consigo determinadas possibilidades de interpretação do material que obtém do mundo externo. Ela  age decisivamente na estrutura do pensamento, e é ferramenta básica para a construção de conhecimentos. A linguagem, em seu sentido amplo, é considerada por este autor como um instrumento, pois ela atuaria para modificar o desenvolvimento e a estrutura das funções psicológicas superiores, tanto quanto os instrumentos criados pelos homens modificam as formas humanas de vida.

Vygotsky(1993) comenta também que “a escrita modifica as pessoas internamente e que o mínimo grau de cultura escrita faz uma grande diferença nos processos mentais, já que alfabetizados são capazes de adotar uma abordagem abstrata, ao contrário das pessoas sem escrita”.

Desta forma, o sujeito do conhecimento, para Vigotsky, não é apenas passivo, regulado por forças externas que o vão adaptando; não é somente ativo, regulado por forças internas; ele é interativo. Ele participa da construção de sua própria cultura e de sua história, modificando-se e provocando transformações nos demais sujeitos que com ele interagem.

Assim é como vejo a Web  um lugar  de construção do saber, de transformação e interação.

 

 

 

6.3. As Vantagens do Uso da Internet para  o Ensino de Línguas-

 

 

O inglês é a língua da Internet  e a Web   é um espaço rico para se aprender inglês de forma interativa, pois oferece oportunidades para o aprendiz usar a língua  com finalidade comunicativa e é por isso que a aprendizagem de línguas estrangeiras se torna cada vez mais acessível e  necessária a um grande número de pessoas que a utilizam para este fim.

Prevalecem recursos e oportunidades para se usar a língua e assim aprende-la. São exemplos destes recursos:

Chats - que permitem o intercâmbio em tempo real e sob a forma de diálogos entre alunos, e entre alunos e professores, formando debates abertos, conferências ou simples bate-papos. Formas de conferências podem ser utilizadas como entrevistas ou para estimular os debates e a participação.

 As listas de discussão - são instrumentos que servem como um verdadeiro coletivo inteligente, onde os assuntos, agrupados de forma temática, são tratados por especialistas das mais diversas áreas, discutindo, comentando ou informando.

 E-mail - forma mais utilizada da Internet, permite um contato individualizado, como as cartas epistolares, entre colegas e/ou com o professor, servindo como instrumento ágil para sanar dúvidas pontuais ou efetuar consultas específicas.

Também há os fóruns, softwares diversos, jogos, videoconferência, os sites que administram projetos colaborativos ao redor do mundo cujo objetivo específico não é a aprendizagem de língua, mas a aproximação de pessoas de diferentes culturas.

Quando aprendizes tornam-se  membros ativos de uma comunidade virtual  eles  ganham acesso a uma grande quantidade de recursos da linguagem, há uma grande exposição  na língua alvo, aprendem  a interagir, cooperar e dividir coisas com pessoas reais, e  com interações mais individualizadas com o professor, tornam-se mais envolvidos e independentes.

Warschauer et al (2000:7) indica 5 razões principais para o uso da Internet no ensino de inglês: contextos autênticos e significativos; aumento de letramento através da leitura, escrita e oportunidades de publicação na Internet; interação, a melhor forma para se adquirir uma língua; vitalidade obtida pela comunicação em um meio  flexível e multimídia; e empowerment, pois o domínio das ferramentas da Internet os torna autônomos ao longo da vida. [4] Resta ao professor saber tirar proveito do que a Web  oferece.

 

 

 

 

6. 4. HIPERTEXTO – PEQUENO HISTÓRICO-

 

 

 

 

Filho &Pelegrino (1998) comenta  que hipertexto é um conceito que diz respeito ao nosso modo de ler e escrever”. Este termo foi criado por Ted Nelson em 1965, definia o novo modo de produzir textos permitido pelos avanços tecnológicos sintetizados na telemática. Nelson criou também o projeto Xanadu: "uma imensa rede acessível em tempo real, contendo todos os tesouros literários e científicos do mundo" (LÉVY, 1993, p. 29)Os novos processos de registro, transporte e distribuição das informações, profetizados pelo matemático  Vannevar Bush, anunciavam o hipertexto.

 

A imagem do hipertexto, como o conhecemos atualmente, foi utilizada pela primeira vez pelo renomado matemático e físico Vannevar Bush em 1945, em um artigo intitulado “As we may think”. O artigo tratava da criação do “Memex”, que pretendia ser um tipo de banco de dados virtual que imitaria as características do pensamento humano e  que representaria  hoje o nosso computador pessoal. Este banco adicionaria sons, imagens e textos e previa também a miniaturização dos documentos em microfilmes e fitas magnéticas.

 

Obviamente, Bush sabia da limitação desse projeto, visto que, naquele momento não era possível formatar um tipo de mecanismo artificial que copiasse o processo da inteligência humana. O pensamento humano é muito mais complexo, pois se baseia na associação de elementos e o Memex viria apenas a hierarquizar e dividir o pensamento em classes e subclasses. Atualmente, existem pesquisas voltadas para o alcance deste objetivo, mas, ainda hoje, é inviável a reprodução artificial do cérebro humano.

 

Segundo Lévy (1993, p.28), a mente humana “pula de uma representação para outra ao longo de uma rede intrincada, desenha trilhas que se bifurcam, tece uma trama infinitamente mais complicada do que os bancos de dados de hoje”. No entanto, Bush pensava que o conhecimento humano, e as informações que dele provinham, eram armazenados de forma ineficiente, visto que, grande parte do conhecimento humano estava relegado a espaços inacessíveis, o que dificultava sua disseminação. Portanto, era mais do que prudente armazenar e sistematizar a informação de modo que seu acesso fosse rápido e fácil. Nas palavras de Lévy (1993, p. 33), um hipertexto

 

 

é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos ou partes de gráficos,

seqüências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de  informação não são ligados

linearmente, como em uma corda com  nós, mas cada um deles, ou a maioria,  estende suas conexões em estrela, de modo reticular. 

Navegar em um hipertexto significa portanto desenhar um percurso em uma rede que pode ser tão complicada quanto possível.

Porque cada nó pode, por sua vez, conter uma rede inteira.

 

 

 

 

Hipertexto, Multivocalidade e o Leitor.

 

Ao tentar imaginar a experiência de ler e escrever com  esta forma de texto deveríamos prestar atenção  ao que  Mikhail Bakhtin escreveu sobre o  texto dialógico, polifônico, multivocal, a que ele se refere  "não sendo construído como uma única consciência , absorvendo outras consciências  como objetos internalizados, mas como um conjunto formado  pela interação  de várias consciências , nenhuma tornam-se objeto de outra”. [5]   O computador mudou nossa forma de ler, construir e interpretar textos e mostrou que não há formas naturais de produção textual e leitura” (Selfe e Hilligoss, 1994:5 apud Marcuschi, 2001:80).[6]  

Hipertexto é todo e qualquer texto encontrado na Internet (cf.marcuschi, 1999, 2001), a rede mundial de computadores. Ele cria um novo “espaço da escrita” (Bolter, 1991 apud Marcuschi, 1999) por possuir características que lhe são típicos e que surgiram recentemente no mundo da leitura e da escrita.

Sendo assim, os usuários do hipertexto devem saber manipulá-lo,a fim de entrarem no universo da Internet e aproveitá-lo de forma eficiente. Essa capacidade de aproveitamento dos hipertextos é um tipo de letramento e se os leitores-navegadores não o possuírem, a leitura de hipertextos torna-se impossível. Segundo Marcuschi (2001:85), “o conceito de hipertexto traz uma revisão de nossas formas de pensar o letramento e as condições de produção social do conhecimento”. Gostaria de destacar  que o letramento hipertextual é somente mais um tipo de letramento que surge entre tantos outros já existentes.

Há dois tipos de hipertexto: o exploratório e o construtivo identificados por Joyce (1995 apud Marcuschi, 2001:88).

Ambos permitem a interferência dos leitores, mas em diferentes níveis. O hipertexto exploratório convida o leitor-navegador a fazer muitas inferências e criar seqüências personalizadas de informações para suprir suas próprias necessidades (cf. Joyce, 1995). No entanto, a autoria original continua mantida. O navegador é, então, parcialmente responsável pelas prioridades dadas à sua leitura, pois a presença do autor original não desaparece. Isso pode ser percebido na prática por meio de indicações dadas pelo autor hipertextual sobre como o leitor deve proceder. Um exemplo seria uma frase do tipo, “Se você deseja informações sobre hardware, clique aqui”.  

 

   “O hipertexto não é um gênero textual nem um simples suporte de gêneros diversos como o jornal ou   o  livro , 

    caracterizando-se muito maiscomo um tipo de escritura. Não tem uma superestrutura determinada nem é amorfo.

   É uma forma de organização cognitiva e referencialcujos princípios não produzem uma ordem estrutural fixa,

   mas constituem um”.conjunto de possibilidades estruturais que caracterizamações e decisões cognitivas baseadas

  em (séries de) referenciações não-contínuas e não progressivas” (Marcuschi, 1999:1). 

Diferente do hipertexto exploratório, o hipertexto construtivo não evidencia a presença do autor e convida o leitor a ser o autor de seu próprio hipertexto. Não há nenhum tipo de indicação de leitura, ficando o navegador completamente livre para criar seu itinerário. Como aponta Joyce (1995 apud Marcuschi, 2001:88), o hipertexto construtivo “faz evaporar a autoria do autor original e requer a capacidade de agir, recriar, recobrir encontros particulares com o desenvolvimento de um corpo de conhecimentos”. [7]

No hipertexto, é o leitor quem seleciona textos, trechos de informações, links etc. Certamente, no texto tradicional o leitor também seleciona textos e trechos de informações. Mas o hipertexto é um convite constante a leituras “irregulares”, que ignoram, por exemplo, a seqüência início, meio e fim. Dessa forma, o autor de hipertextos não finaliza seus textos, pois esses foram criados já com o intuito de oferecerem muitas possibilidades de ligações e interpretações.

Alteram-se, assim, as relações hierárquicas entre autor, leitor (cf.Marcuschi, 2001:89) e texto, pois o hipertexto “nunca está formalmente fechado, o que sugere que seu fechamento pode dar-se a cada momento que se desejar” (Marcuschi, 2001:89) e por quem desejar. Como aponta Lévy (1996:45), “o navegador participa assim da redação ou pelo menos da edição do texto que lê, uma vez que determina sua organização final”.

No hipertexto, há  um texto principal, ao qual  se justapõem  outros textos, expandindo assim, a superfície textual sem uma seqüência de leitura preestabelecida, na qual o  leitor faz a escolha de sua trajetória textual de leitura. A multiplicidade do hipertexto permite,  bastando apenas clicar o mouse, a abertura de um "diálogo" entre diferentes textos, com a ajuda de outros mecanismos (imagens, som, citações etc.) que estarão disponíveis à livre escolha do leitor.

 Isso explica a mudança na forma de se entender o próprio texto impresso, gerando, assim, a conscientização do leitor hipertextual no sentido de adaptar-se ao novo meio.

A este tipo de leitor compete fazer seu próprio roteiro, enriquecendo a leitura que esteja construindo no momento. A atenção tem de ser redobrada por causa do não linearidade  do hipertexto , para que o foco da pesquisa não fique desarticulado com  assuntos diversos que, também, participam do interesse do pesquisador, mas não se definem como textos complementares àquela intertextualidade que o leitor hipertextual buscava no início da pesquisa.

Em uma leitura de qualquer tipo de texto o leitor também é co-autor (cf. Marcuschi, 2001). No hipertexto este processo é bem mais acentuado, há uma certa fragilidade no ler e no escrever (cf. Marcuschi, 2001:89) pelas próprias escolhas que o leitor faz. [8]

Nele  o leitor  é quem seleciona textos, trechos de informações, links etc. Certamente, no texto tradicional o leitor também seleciona textos e trechos de informações. Mas o hipertexto é um convite constante a leituras “irregulares”, que desconhecem, por exemplo, a seqüência início, meio e fim. Dessa forma, o autor de hipertextos não finaliza seus textos, pois esses foram criados já com o intuito de oferecerem muitas possibilidades de ligações e interpretações. Alteram-se, assim, as relações hierárquicas entre autor, leitor (cf.Marcuschi, 2001:89) e texto, pois o hipertexto “nunca está formalmente fechado, o que sugere que seu fechamento pode dar-se a cada momento que se desejar” (Marcuschi, 2001:89) e por quem desejar. Como aponta Lévy (1996:45), “o navegador participa assim da redação ou pelo menos da edição do texto que lê, uma vez que determina sua organização final”. [9]

Assim, o ato de trazer o texto anteriormente impresso para dentro do hipertexto, utilizando mecanismos (imagens, som, citações etc. - atuantes no processo de interação com o leitor hipertextual) pretende beneficiar seus usuários disponibilizando um número (n) de referências que apresentará ao leitor diversas leituras complementares ou interdependentes à medida que circunscreve seu texto.

 

 

 

 

6.6. O Hipertexto e a Perspectiva de Ensino em Língua Estrangeira

 

 

Como  já foi comentado no início desta  proposta de trabalho, a leitura mediada por computador sugere um certo grau de letramento  ainda que o texto lido guarde analogia  estrutural com o texto impresso tradicional. No que compete ao hipertexto, devemos considerar, além disso, a sua não - linearidade estrutural como o traço mais crucial  para o problema  da leitura em LE.

Para Ganderton (1998), os modelos interativos de leitura em L2/LE podem ser vistos como uma combinação de processos  de nível mais baixo (conhecimento sintático e de vocabulário) e de nível mais alto (esquemas de forma e conteúdo , conhecimento metacognitivo e usos de estratégias de leitura) o impacto dos hipertextos  nos processos de leitura  em L2/LE é profundo  desses dois pontos de vista. [10]

Ainda Ganderton (1998) comenta sobre a utilização do “scanning e skimming” ou exame da estrutra textual que são processos de ordem mais alta e só podem ser aplicadas  ao hipertexto visível na tela  uma vez que o restante só poderia ser acessado fisicamente em outra parte do site. Por outro lado à possibilidade  ilimitada de poder acessar outros sites pode favorecer a ativação do conhecimento prévio( cultural ou lingüístico) por parte do leitor. Nos processos de ordem mais baixa como conhecimento sintático ou vocabular podem ser essenciais para que o leitor reconheça  e selecione os vínculos  que o levarão  à informação desejada.

Uma das condições  para que a leitura de hipertexto favoreça com eficácia  a  aprendizagem de LE é, portanto o  estabelecimento  cuidadoso dos  objetivos da  tarefa de leitura.

 

 

 

 

6.7. A  METODOLOGIA  WEBQUEST 

 

 

 

 O que é uma WebQuest?

“WebQuest é um modelo extremamente simples e rico para dimensionar usos educacionais da Web, com fundamento em aprendizagem cooperativa e processos investigativos na construção do saber.” Foi proposto por Bernie Dodge em 1995 e hoje já conta com mais de dez mil páginas na Web, com propostas de educadores de diversas partes do mundo (EUA, Canadá, Islândia, Austrália, Portugal, Brasil, Holanda, entre outros). [11]

No Brasil  foi introduzido pela primeira vez  pelo professor Jarbas Novelino Barato da USP. No Paraná temos a professora Gilian Cristina Barros  e o professor Izequiel Menta nossos maiores divulgadores do webquest (escolabr) e como ela mesma diz “ webquest: metodologia que ultrapassa os limites do  ciberespaço” e realmente ultrapassou e chegou às nossas salas de aula. WebQuest pretende ser, e tem mostrado sê-lo efetivamente, uma metodologia de engajar alunos e professores num uso da internet voltado para o processo educacional, estimulando a pesquisa, o pensamento crítico, o desenvolvimento de professores, a produção de materiais e o pensamento crítico e protagonismo juvenis.

Fala-se hoje no professor pesquisador, no indagador, no professor que busca e sabe que para ensinar exige pesquisa. Paulo Freire faz uma referência  sobre a importância da pesquisa no ensino no seu livro Pedagogia da Autonomia:

 

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade  buscando. (Paulo Freire –Pedagogia da Autonomia  id..2002, pg.14)[12]

 

 

 

 

Em linhas gerais, uma WebQuest parte da definição de um tema e objetivos por parte do professor, uma pesquisa inicial e disponibilização de links selecionados acerca do assunto, para consulta orientada dos alunos. Estes devem ter uma tarefa, exequível e interessante, que norteie a pesquisa. Para o trabalho em grupos, os alunos devem assumir papéis diferentes, como o de especialistas, visando gerar trocas entre eles. Tanto o material inicial como os resultados devem ser publicados na web, online.

WebQuest não exige softwares específicos além dos utilizados comumente para navegar na rede, produzir páginas, textos e imagens. Isso faz com que seja muito fácil usar a capacidade instalada em cada escola, sem restrição de plataforma ou soluções, centrando a produção de WebQuests na metodologia pedagógica e na formação de docentes.(fonte: USP www.webquest.futuro.usp.br )Acesso 18jun.2007 .

O Webquest desenvolve métodos eficientes para introduzir os alunos a utilizarem as novas tecnologias como ferramenta de maneira a assegurar a aprendizagem intimamente associada ao currículo, fornecendo modelos para associar pesquisa na web e resultado de aprendizagem de uma forma mais prática e confiável. Os WebQuests fornecem a aprendizagem ativa em que o objetivo é a aquisição e integração do conhecimento. Através das atividades nos WebQuest o aluno lidará com uma quantidade significativa de novas informações interpretando-as por síntese e análise e finalmente, transformando-as em conhecimentos, favorecendo também um trabalho em equipe. Outro dado muito positivo é a possibilidade de trabalharmos de forma interdisciplinar.

O  ensino está começando a incorporar o “project-based learning” (uma abordagem  desenhada para engajar  estudantes  numa investigação autêntica de problemas dentro do currículo ,e muitos concordam  que seria maravilhoso ter uma ajuda para fazer esta tarefa mas fácil .Algumas vezes nós lutamos para criar  um ambiente que permita aos estudantes casar  tecnologia com pensamento crítico .Para fazer isto muitos professores estão tornando o Webquest – uma atividade  de  pesquisa orientada, a qual ou toda  a informação que os aprendizes interagem vem dos recursos da Internet   (Dodge 1995)). [13]

Ë interessante  em uma webquest que o professor selecione previamente  as informações  a serem pesquisadas pelos alunos, o qual deverá  obter fontes confiáveis de acordo com a necessidade do conteúdo que esteja sendo tratado, garantindo assim material de  pesquisa com procedência.

 

 

 

 

6.8. O Trabalho Colaborativo  na Metodologia Webquest

 

 

Assim, nos aproximamo-nos da perspectiva da aprendizagem de Vygotsky (2004), que descreve como aspecto essencial da aprendizagem a idéia de zonas de desenvolvimento proximal, o que implica a interação das pessoas em um ambiente e a colaboração entre companheiros. [14]E ainda nesta perspectiva, o aprendizado organizado resulta no desenvolvimento mental, tendo em vista a inter-relação entre aprendizado e desenvolvimento, relação resumida por Vygotsky (1994) conforme descrição a seguir:

 

                              O aspecto mais essencial de nossa hipótese é a noção de que os processos de  desenvolvimento não coincidem com os processos aprendizado. Ou melhor, o   processo de desenvolvimento progride de forma mais lenta e atrás do processo de aprendizado: desta seqüenciação resultam, então, as zonas de desenvolvimento  proximal (p. 118).[1]  

 

 

Nesse processo ativo, a interação com um indivíduo mais capaz atuaria na zona de desenvolvimento proximal, pois o indivíduo com mediação torna-se capaz de realizar determinada atividade a qual sozinho não conseguiria. Além disso, em um ambiente de colaboração e interação, o indivíduo tende a se desenvolver com o objetivo de tornar-se tão capaz quanto o indivíduo com o qual interage.

Para compor um ambiente colaborativo é preciso analisar as condições descritas, sendo que a teoria apresentada  por Vygotsky reforça a necessidade de se formarem grupos heterogêneos, para promover a criação de zonas de desenvolvimento proximal e dar instruções adequadas para o desenvolvimento da atividade, o que requer o planejamento das atividades pelo professor. Além disso, a questão social, que envolve as relações e experiências dos alunos, o meio social, econômico, cultural no qual ele está inserido, deve ser considerada no processo educacional. Desse modo, o aluno não é um ser desligado socialmente  e historicamente, mas é um indivíduo contextualizado.

Um dos pontos a serem desenvolvidos na questão da aprendizagem cooperativa especificamente na Web é a interação proporcionada, sendo esta de maneira hipertextual, pois nos comunicamos através de textos, sons e imagens. A interatividade dos jovens com o mundo virtual dá-se mais facilmente em função da sua dinâmica de comunicação que determinantemente também é hipertextual (as músicas, os clipes, o vídeo game, os jogos de RPG, as tatuagens, etc). As possibilidades dos recursos disponíveis na Internet tornam-se inesgotáveis e conseqüentemente as formas de cooperação entre os alunos, que orientados a trabalharem em torno de um objetivo didático, descobrem e desenvolvem o caminho mais apropriado para obterem os melhores resultados.

Através do uso adequado da Internet podemos maximizar o conceito de aprendizagem cooperativa em função do direcionamento e orientação dado pelo professor durante o acesso dos alunos a Web.

 

"É importante educar para a autonomia, para que cada um encontre o seu próprio ritmo de aprendizagem e, ao mesmo tempo, é importante educar para a cooperação, para aprender em grupo, para intercambiar idéias, participar de projetos, realizar pesquisas em conjuntos." (Moran, 1995)[1]

 

 



[1] MORAN  José Manuel-  Como utilizar a Internet na Educação – Disponível em

http://www.eca.usp.br/prof/moran/utilizar.htm. Acessado em 05 de junho de 2007.

 

 

 

 

Com o Webquest pode-se trabalhar em diferentes áreas do currículo escolar. Trabalha-se em forma de projetos, utilizando a idéia de aprendizagem colaborativa. A mesma abordagem pode ser utilizada em situações de aprendizagem extracurriculares também.

O Webquest usa uma estratégia para estimular a aprendizagem, estratégia em que o objetivo instrucional é a aquisição e integração do conhecimento, procurando colocar o aluno em contato com uma gama de novas informações que inclusive podem ser compartilhadas entre professores e alunos de diferentes escolas. A idéia básica é dotar o ambiente de funcionalidades que possibilitem trabalhar dentro de uma única disciplina ou dentro de um projeto interdisciplinar. As escolas, professores e alunos podem ser fornecedores de informações, valorizando assim, seu potencial e seu trabalho. Assim, procura-se criar um espaço na web que irá facilitar e enriquecer o uso da Internet por professores e alunos.

 

 

 

 

 

 

 

            7.0  DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO   

 

Como criar uma WebQuest                                                                

                                                                                            

Passos de Planejamento 

 

 

 

              Aprender a planejar WebQuests é um processo que deve ir do simples e familiar para o mais complexo e novo. Isto significa começar por uma única disciplina com uma WebQuest curta e ir depois para atividades mais longas e interdisciplinares. Eis aqui os passos recomendados:

1. O primeiro passo para um docente aprender a ser um planejador de WebQuest é o de familiarizar-se com os recursos disponíveis "on line" na sua própria disciplina. No final desta comunicação, preparamos um catálogo para professores chamado Catalog of Catalogs of Web Sites for Teachers (veja mais à frente). Isto oferece uma pequena lista como ponto de partida para exploração, dividida em disciplinas ou matérias.

2. O próximo passo é organizar o próprio conhecimento do que há lá fora (lá na Internet). Empregar algumas horas na Non-WebQuest3 irá ajudar o docente a organizar os recursos de sua disciplina em categorias como bases de dados pesquisáveis, materiais de referência, idéias de projetos, etc.

3. A seguir, os docentes devem identificar o tópicos que cabem em seu currículo e para os quais há materiais apropriados "online".

4. Use um gabarito (template) para organizar as atividades de investigação do aprendiz no âmbito de uma única disciplina. Um gabarito – template – deste tipo está disponível em EdWeb. Ele inclui seções separadas para desenvolver os seguintes pontos: explicar a tarefa aos aprendizes, listar os recursos necessários, descrever o processo que os aprendizes devem percorrer, proporcionar orientações de aprendizagem, e apresentar uma conclusão.

5. Uma vez que os educadores se sintam confortáveis em planejar WebQuests no âmbito de sua matéria, estarão prontos para enfrentar prazos maiores e abordagens interdisciplinares com o mesmo formato.

 

                  As WebQuests tem a virtude da simplicidade. Podem ser desenvolvidas para alunos da escola elementar à pós-graduação. A medida em que mais e mais recursos aparecem na World Wide Web, será ainda mais fácil planejar atividades que engajam os aprendizes em investigações ativas e com bom uso do tempo disponível.

 

Observação:

 

                   EdWeb é o servidor da Faculdade de Educação da San Diego State University. Ele pode ser encontrado na World Wide Web em edweb.sdsu.edu. Este artigo, assim como um número de documentos a ele vinculados (linked), também está disponível em EdWeb "online". Os documentos vinculados (linked) aparecem no artigo como textos sublinhados e em negrito (ex: Non-WebQuest3). Os códigos de acesso (URLs) a esses documentos estão listados a seguir:

 

 

About WebQuests:

 

WebQuest 1: edweb.sdsu.edu/edweb-folder/Courses/EDTEC596/WebQuest1.html

 

 

WebQuest2: edweb.sdsu.edu/edweb_folder/Courses/EDTEC596/WebQuest2.html

 

Template: edweb.sdsu.edu/edweb_folder/.../WebQuest_Template1.html

 

 

 

                   Não há uma fórmula pronta para a criação de produtos nos moldes da proposta metodológica sugerida por Bernie Dodge e Tom March. Mesmo assim, aponta-se aqui um possível caminho cujas fases são:

 

  1. Defina tema e fontes
  2. Escolha a ferramenta para produzir e publicar a WQ 
  3. Delineie a tarefa
  4. Determine as fontes
  5. Estruture processo e recursos
  6. Escreva a introdução
  7. Escreva a conclusão
  8. Releia cuidadosamente a sua WebQuest
  9. Utilize outros materiais

 

 

DEFINA  TEMAS E FONTES

 

 

 

WebQuest é uma investigação cujas fontes são, sobretudo, informações veiculadas no ciberespaço. Assim, a primeira coisa a fazer é imaginar conteúdos de saber que possam ser aprendidos com o apoio de recursos existentes na rede mundial de computadores. Mais concretamente, para definir o tema você deve:

1. Escolher um assunto cujo desenvolvimento pode melhorar suas aulas.

2. Situar o assunto escolhido no currículo.

É bom lembrar que as WQ's não devem ser algo suplementar. Devem ser uma atividade curricular que integra o plano de trabalho do professor.

3. Imaginar uma abordagem que crie interesse.

4. Assegurar-se de que há fontes suficientes (e adequadas à sua clientela alvo) no espaço Web.

Se você domina bem o inglês e tem dificuldades no uso de sitíos de busca, estude Seven Steps Toward Better Searching.

Pode também ler a ajuda do Google sobre métodos de pesquisa.

Consulte o documento sobre dicas de pesquisa, disponível neste espaço.

Com essas medidas preliminares, você terá uma idéia geral do que fazer. Nada ainda muito claro, mas um ponto de partida interessante.

 

 

 

Escolha a ferramenta para a concepção e publicação de WQ

 

 

 Existem vários serviços que possibilitam a concepção e publicação imediata de webquest. O que achei mais simples e acessível para quem vai montar seu webquest pela primeira vez foram as plataformas php,você pode encontrar uma no escolaBR através do preenchimento e submissão de um formulário, podendo integrar na página texto, imagens e outros media. Depois de ter publicado o seu trabalho pode voltar a editá-lo. Leia com atenção a ajuda para cada um dos items do formulário.

 

 

DELINEIE A TAREFA :

O modelo criado pelo Prof. Bernie tem em comum com a pedagogia de projetos a crença de que devemos saber para fazer e não apenas saber por saber. Por essa razão, a alma de uma WebQuest é a Tarefa. Se você criar uma tarefa mal definida, sua WebQuest não será um desafio capaz de entusiasmar os estudantes. Assim, no processo de planeamento, convém dedicar bastante tempo e os melhores esforços no desenho de uma tarefa impactante, desafiadora, motivadora. Criar tarefa com essas características exige sobretudo clareza, compreensão de como funcionam nossas habilidades cognitivas, e muita criatividade. Para estruturar sua tarefa, experimente o caminho indicado pelas seguintes dicas: WebQuest Taskonomy: A Taxonomy of Tasks.

 

1. Ler com atenção

Se preferir, você pode encontrar nesta página a tradução deste material do Bernie. Para tanto clique em Taskonomia.

2. Estudar um resumo da classificação dos saberes de acordo com Bloom e associados, cuja tradução pode ser encontrada aqui em Classificação de Bloom.

Tarefas bem concebidas devem exigir que os alunos trabalhem mais que a dimensão conhecimento. Boas tarefas exigirão uma ou mais das dimensões crescentemente complexas nesta ordem: compreensão, aplicação, análise, síntese, avaliação.

 

 

3. Examinar algumas Tarefas de boas WebQuests.

 

4. Dar asas à imaginação.

Fuja do convencional. Esqueça o que você faz normalmente na sala de aula. Imagine trabalhos que os alunos possam produzir e que, ao mesmo tempo, sejam situações dos fazeres cotidianos da vida em sociedade.

5. Discutir suas ideias com companheiros, professores ou orientadores.

Teste suas ideias. Exponha-as para ver como as pessoas reagem. Busque auxílio. Troque ideias. Tudo isso pode enriquecer seu trabalho.

 

6. Determinar algo que esteja claramente relacionado com situações reais.

 

Sua tarefa deverá ser algo que os alunos possam fazer. Outro cuidado: escolha coisas que acontecem ou podem acontecer no mundo em que vivemos. Se possível, evite coisas muito escolares como seminários, palestras, questionários etc.

 

 

DETERMINE AS FONTES

 

 

Você já sabe que as fontes preferenciais de informação devem ser recursos disponíveis na Internet. Sabe também que, no âmbito do tema escolhido, há material suficiente (e adequado para a clientela) no espaço Web. Chegou a hora de peneirar esses recursos para ficar apenas com aquelas referências que você acha que vai utilizar em sua WQ. Talvez seja conveniente resolver se será necessário utilizar recursos offline. Para tanto, você deve:

1. Examinar os endereços Web já selecionados

2. Verificar se há mais endereços que valha a pena considerar.

3. Peneirar tudo e ficar apenas com aquilo que realmente interessa.

4. Julgar conveniência ou necessidade de utilizar fontes não disponíveis na Internet (livros, revistas, folhetos, artigos, discos, vídeos etc.)

5. Estabelecer a lista de recursos (on e off line) que você acha adequada para a consecução da Tarefa.

 

ESTRUTURE PROCESSOS E RECURSOS

 

Agora é preciso elaborar o roteiro que irá ajudar seus alunos a obterem bons resultados na Tarefa. Lembre-se de que o Processo é uma espécie de receita, indicando passo a passo a direcção que os alunos deverão seguir. Outra coisa: os recursos que você selecionou serão apresentados na medida que os alunos deles necessitarem. Não há, obviamente, uma única forma de estruturar Processo e Recursos, mas as indicações que se seguem reflectem modos de fazer de muitos produtores de WQ's. Na estruturação de Processo e Recursos, convém: 

 

1. Especificar expectativas quanto ao trabalho em grupo.

Como regra, WebQuests são processos investigativos conduzidos por um grupo. O modo de trabalhar das equipas a serem constituídas dependerá da natureza da tarefa, de particularidades que você ache interessantes, de dinâmicas que você considere adequadas para sua WQ. Por isso é importante que você estabeleça com clareza como o grupo deve ser constituído, como a dinâmica deverá ocorrer etc.

 

 

2. Definir papéis dos componentes do grupo quando for o caso.

 

 Na maioria das WebQuests, a Tarefa exige visões diferentes do problema. Geralmente isso é representado por papéis característicos cuja representação garante estudos baseados em diferentes olhares. É por essa razão que convém definir bem as características de cada papel ou personagens que você criar.

 

3. Estabelecer os passos a serem seguidos no estudo das fontes (Recursos) e na elaboração do produto ou produtos resultantes da Tarefa.

 

ESCREVER A INTRODUÇÃO 

 

 

 

Você já tem uma boa idéia do que os alunos irão fazer. Já estruturou uma sugestão de como fazer que, certamente, irá ajudar os aprendizes a elaborarem certos saberes. Chegou a hora de elaborar a Introdução. Nessa parte de sua WQ, você deve:

1. Escrever um texto dirigido à sua clientela.

Converse com seu público. Seja directo. Use linguagem clara e compreensível.

2. Motivar os clientes de sua WQ.

 

O texto de sua introdução deve funcionar como aqueles pequenos trechos que acompanham manchetes de jornais: directos, envolventes, motivadores.

3. Ser breve

Como regra geral, introduções são textos de um ou dois pequenos parágrafos. Muito raramente a Introdução poderá ser algo mais extenso.

4. Evitar didatismo

Muita gente escreve introduções como se estas fossem a primeira parte de livros didácticos tradicionais. Entre outras coisas, dão explicações etimológicas, resumem o que vai ser apresentado, contam alguma história exemplar. Essa é uma prática centrada no assunto, não nos leitores. Fuja desse modo tradicional de escrever introduções.

 

 

ESCREVA A CONCLUSÃO:

 

À semelhança da Introdução, a Conclusão deve ser algo claro, breve e simples. Para concluir sua WQ convém seguir uma ou mais das seguintes direcções:

2. Realçar a importância daquilo que os alunos aprenderam.

3. Apontar caminhos que podem ajudar os alunos a continuarem estudos e investigações sobre o tema.

 

Releia cuidadosamente a sua webquest antes de a publicar

 

Sua WebQuest está praticamente pronta. Basta agora reler o texto, escolher uma ou outra imagem para embelezar a sua obra etc. Lembre-se de que se elaborar a WebQuest no Centro de Recursos Online do CCBI sempre pode voltar a editá-lo. Durante o processo de concepção, é bom que a mantenha em rascunho, para que apenas você possa aceder a ela. Publique-a apenas quando estiver satisfeito com o trabalho final. 

 

 

Utilize outros materiais

 

Elaboramos aqui um roteiro para ajuda-lo a produzir sua WebQuest. Há muitos outros materiais que você pode utilizar como ferramenta. Segue aqui uma lista de roteiros, dicas e explicações existentes no espaço WEB.

 

Selecting a WebQuest Project (inglês)

 

dweb.sdsu.edu/webquest/project-selection.html 

 

 WebQuests (português)

www.anossaescola.com/cr/webquest.asp 

www.ese.ips.pt/abolina/webquests/quest/index.html

http://www.iep.uminho.pt/aac/diversos/webquest/ 

 

WebQuest Task Design Worksheet (inglês) edweb.sdsu.edu/webquest/task-design-worksheet2.html 

 

 

 Texto adaptado de http://www.webquest.futuro.usp.br/

 

 

 

                 

 

7.10 ELABORAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO

 

 

 

 

 

 

Elaboração de material  feito individualmente ou em grupos durante os encontros de área, encontros de orientação, cursos específicos, nas horas de estudos em casa, através do sistema Moodle com os professores da rede, com foco no Letramento Digital  como Prática Social  e o Hipertexto como gênero textual.   O material didático escolhido para ser elaborado foi um OAC,  com o tema: Evaluating Media Messages irá ser uma unidade que focalizará  o trabalho colaborativo, visando preparar o aluno para uma nova concepção de linguagem e metodologia. Será desenvolvido de  acordo com o cronograma de atividades do professor PDE, no 2º período do programa, perfazendo 64 horas.

 

 

 

 

7.11 IMPLEMENTAÇÃO DA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO NA ESCOLA

 

 

 

Trabalharemos com uma pesquisa qualitativa de abordagem sócio-histórica buscando construir estratégias metodológicas compatíveis com este enfoque. A organização metodológica deste trabalho se explicita em três grandes planos: a empiria, a construção metodológica e a expansão/atualização do referencial teórico. Em relação à empiria a pesquisa organiza-se num projeto central que é a produção de material didático  e a implementação da proposta de intervenção para o ano de 2008.

Aplicação de material didático abordando temas a partir de textos de diferentes gêneros discursivos, tendo no webquest  e no hipertexto uma ferramenta de motivação e facilitação. Ele será aplicado no Ensino Médio do Colégio Estadual Unidade Pólo –, por mim e demais colegas professores que queiram participar.

Esta se dará no  3º período do programa e abrangerá 32 horas da carga horária, de acordo com o cronograma recebido.

 No projeto central atuaremos com um grupo de 37 professores de ensino fundamental e médio do ensino público no sistema Sacir, em sessões  que ficarão ao critério dos organizadores.  O critério para composição do grupo: é que sejam da área  de Língua Inglesa. As práticas discursivas ocorridas nestas sessões serão materiais de análise para a  elaboração de material didático e pesquisa.

 

 

 

 

7.11.1 -PROPOSTA BÁSICA PARA O PLANO DE INTERVENÇÃO

 Tema: UMA PROPOSTA DE LEITURA E ESCRITA COM O HIPERTEXTO PARA ALUNOS DO ENSINO MÉDIO 

 

 

PROFESSORA PDE: Márcia Cristina de Souza Fajardo

                          Resumo:

 

 A proposta está em propor um  ambiente  virtual que  contenha material disponível gratuitamente na Internet relacionado com o ensino de inglês. Será um ambiente voltado para auxiliar o ensino de inglês a se adequar à realidade do Ensino Médio.

Em um trabalho voltado para uma abordagem baseada no  desenvolvimento  de  tarefas,  resolução  de  problemas (Webquest),  estabelecimento  de  causa  e efeito,  aplicação  da  teoria  na  prática,  entendimento  de  significados,  valores,  idéias, reflexão sobre a montagem de um webquest ou uma  inquiry-oriented activity  que tem a finalidade  de estimular  a pesquisa, o pensamento crítico  dos alunos em relação a Língua Inglesa.

 

 

 

                        Justificativa:

 

É obvio  que os nossos alunos aprendem, mas como e quando eles estão aprendendo é que está mudando.

Por esse motivo e, principalmente, pela falta de uma pesquisa que identifique quais os aspectos do processo de ensino-aprendizagem do inglês que devem ser melhorados no Ensino Médio, foi que  encontrei a razão  e o incentivo  necessários para o desenvolvimento deste trabalho. Por isso acredito que o Letramento Digital na escola é fundamental, tanto para alunos quanto para professores. A Internet tornou-se um importante meio de estudo e pesquisa. Os alunos do ensino fundamental e do ensino médio, ao utilizarem o computador entram em um ambiente multidisciplinar e interdisciplinar, ou seja, ao invés de apenas receberem informações, os alunos também constroem conhecimentos, formando assim um processo onde o professor educa o aluno e ao educar é, transformado através do diálogo com os alunos.

A idéia é refletir e exercer com os professores-GTR  essas práticas de leitura e escrita, (hipertexto) em ambientes virtuais, e, após essas vivências, retirar decorrências e estratégias de abordagem da compreensão e produção de textos – em diferentes gêneros, modalidades e linguagens – nas salas de aula de Ensino Médio.

Escolhi trabalhar no Colégio Estadual Unidade Pólo onde tenho maior carga horária no Ensino Médio e também por se encontrar maior número de professores de Língua Inglesa  com os quais poderei desenvolver meu plano de trabalho com objetivo de contribuir e ajudar os professores e alunos que tem contato com este tipo de material, vontade de  usá-lo, mas não sabem como utilizá-lo. 

  

 

                        Objetivo Geral:

 

 

O objetivo  principal  é  o  de  desenvolver  atividades  pedagógicas  que  cumpram,  de forma mais efetiva, o papel educativo proporcionando a aquisição da aprendizagem do inglês e que despertem também o interesse do aluno de Ensino Médio para  novas  pesquisas,  utilizando  para  isso  recursos  tecnológicos,  como  o computador e a Internet .

 

 

                     Objetivos Específicos:

 

 

_ possibilitar aos docentes e alunos o conhecimento e a utilização de novas tecnologias de comunicação e informação, por meio do uso de diversas mídias interativas, discutindo seus usos na continuidade da sua própria formação cultural e na sua prática educativa;

-refletir sobre e exercitar as diferentes capacidades e competências leitoras e de produção de textos e de linguagens, envolvidas na recepção e na produção de discursos em diferentes gêneros que circulam em diversos contextos, suportes e mídias contemporâneos, com especial destaque para textos e discursos em gêneros de circulação na mídia digital (letramento digital), na leitura de textos jornalísticos  (impresso, televisivo, digital), na esfera das artes (literatura, música, artes plásticas) e na esfera escolar e de divulgação cientifica.

_ refletir sobre a transdisciplinaridade que fazem parte às práticas letradas de linguagem nos espaços sociais contemporâneos, de forma a transformar a realidade disciplinar atual da escola;

_ refletir e avaliar as práticas de linguagem e de letramento correntes do alunado do Ensino Médio, de maneira a esboçar propostas para o ensino mais condizentes com a realidade do alunado e que o encaminhem a práticas letradas cidadãs e contemporâneas.

 

 

 

 Recursos utilizados: -

 

 

_ Recursos  a serem utilizados a princípio são :

_ Computadores ( Laboratório de Informática da escola)

_ Internet ,Mapas e Atlas,fotografias ,slides, câmera fotográfica

_ Folders  de  turismo ,televisão , dvd ,CD player, cds, microfone, câmera  de video VHS

 

 

 

 

Viabilidade de implementação:

 

 

O Colégio Estadual Unidade Pólo de Jandaia do Sul possui infra-estrutura necessária para o desenvolvimento e concretização do projeto. A escola selecionada para o plano de implementação  terá ambiente informatizado em suas instalações, bem como corpo docente que utiliza tecnologias informáticas em sua prática de trabalho.

A proposta  utiliza as ferramentas WEB disponíveis na Internet, de forma a potencializar a capacidade instalada, mas customizadas para que sejam atingidos os objetivos propostos. O webquest não exige softwares específicos além dos utilizados comumente para navegar na rede, produzir páginas, textos e imagens. Isso faz com que seja muito fácil usar a capacidade instalada na  escola, sem restrição de plataforma ou soluções,  As ferramentas incluem:

Ferramentas de informação (em hipertexto e hipermídia): Estes recursos permitem a publicação dos conteúdos do Webquest: textos e hipertextos, hipermídia, glossários, materiais de apoio e de referência, etc.

Ferramenta de organização das propostas de trabalho: Este recurso permite a publicação das atividades relacionadas ao conteúdo que está sendo abordado no webquest. É o espaço destinado à apresentação das propostas de trabalho, estruturadas de tal forma que permitam o acompanhamento e organização do trabalho dos alunos.

 

 

 

 

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[13]DODGE, Bernis. WebQuests: a technique for Internet-based learning. The Distance Educator. San Diego, vol 1, n.2, p.10-13, Summer, 1995 .  

 

[14] VYGOTSKY,L. S .1998. A Formação  Social da Mente: O desenvolvimento dos processos   psicológicos superiores . São Paulo. Martins  Fontes.

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PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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